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35 anos da conclusão da A1: a autoestrada que encurtou o país
A autoestrada que liga mais de 20 municípios e que continua a ser um dos principais eixos da mobilidade nacional
Assinalam-se hoje, 13 de setembro, 35 anos da conclusão da A1, a autoestrada Lisboa - Porto, que une as duas maiores áreas metropolitanas do país. A conclusão da obra marcou um momento decisivo na modernização de Portugal, encurtando distâncias, aproximando pessoas e comunidades e dinamizando a economia.
A história da A1 começou em maio de 1961, com a abertura do troço entre Lisboa e Vila Franca de Xira. Trinta anos depois, em setembro de 1991, a abertura do último troço, entre Torres Novas e Condeixa, completou a ligação contínua entre Lisboa e Porto.
Espinha dorsal da mobilidade rodoviária nacional, a A1 com cerca de 300 quilómetros liga mais de 20 municípios, atravessando dezenas de localidades e importantes polos do país, nos distritos do Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Santarém e Lisboa.
Em três décadas e meia, o tráfego médio diário anual da A1 mais do que duplicou, sendo hoje 2,6 vezes superior ao registado em 1991, ano em que ficou concluída a ligação contínua entre Lisboa e o Porto. Em 2025, considerando os sublanços portajados e não portajados, a autoestrada registou um tráfego médio diário de 42.885 e um total de 4,64 mil milhões de quilómetros percorridos ao longo do ano, o equivalente a cerca de 31 vezes a distância média entre a Terra e o Sol. Entre os diferentes troços, Sacavém – São João da Talha, na Área Metropolitana de Lisboa, é atualmente o que regista maior volume de tráfego.
Uma ligação em constante evolução
A A1 está no centro da operação da Brisa Concessão Rodoviária (BCR), responsável pela gestão desta infraestrutura. Integra uma rede concessionada composta por 12 autoestradas, num total de 1.100 quilómetros, que assegura ligações estruturantes, ligando o Norte ao Sul, o litoral ao interior, as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto e os principais corredores rodoviários com Espanha.
Ao longo das últimas décadas, a A1 tem sido alvo de sucessivas intervenções de modernização e melhoria, incluindo alargamentos, novos acessos, reforço das condições de segurança e intervenções em taludes e viadutos.
A capacidade de adaptação da A1 ficou também demonstrada na resposta à crise de fevereiro de 2026, quando a Brisa mobilizou equipas e meios para responder rapidamente aos impactos provocados por circunstâncias excecionais e externas à operação da infraestrutura. A resposta evidenciou a capacidade de mobilização e execução da concessionária perante eventos extremos, num contexto em que a resiliência das infraestruturas assume uma importância crescente.
A sua operação diária mobiliza atualmente cerca de 350 pessoas, responsáveis pelo funcionamento, manutenção, assistência e segurança rodoviária.
A experiência dos utilizadores é também apoiada pela presença de sete áreas de conforto Colibri na A1, geridas pelo Grupo Brisa, que asseguram pontos de paragem e apoio ao longo do percurso, contribuindo para maior comodidade e conforto, sobretudo nas viagens de média e longa distância entre Lisboa e Porto.
Em 2026, os 35 anos da conclusão da A1 coincidem ainda com os 35 anos da Via Verde, cuja história está também ligada a esta autoestrada e ao papel pioneiro da Brisa na modernização da mobilidade em Portugal.
Trinta e cinco anos depois da sua conclusão, a A1 mantém-se como uma infraestrutura crítica para o funcionamento do país e como um símbolo da modernização de Portugal e da transformação da mobilidade nacional.